LARAMARA nasceu de um sonho...

LARAMARA foi fundada pelo casal Mara e Victor Siaulys em 7 de setembro de 1991, no bairro da Pompeia, em São Paulo, em uma casa de 250 m2, onde Victor Siaulys havia morado quando criança.

Com as experiências e os conhecimentos adquiridos com a educação da filha caçula Lara, que ficou cega devido a retinopatia da prematuridade, Mara e Victor reuniram um grupo de profissionais atuantes na área e fundaram a instituição, a fim de dar oportunidade de educação e inclusão a crianças com deficiência visual e compartilhar experiências com as famílias.

Sentindo na pele a necessidade de encontrar soluções para a educação de Lara, Mara, que é professora de Geografia, iniciou uma busca incessante e persistente de informações sobre a cegueira, de modo a ajudar sua filha a se desenvolver como qualquer criança. Para conhecer mais sobre deficiência visual, Mara cursou Pedagogia e quando Lara tinha sete anos, em 1985, Mara cursou Habilitação em Deficiência Visual na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Fachada da primeira sede de Laramara. Um sobrado com grades brancas; duas grandes janelas retangulares, cujos vidros refletem parte do entorno. Acima da grade, lê-se Laramara e à direita, o número 164
Close de um menino de aproximadamente 8 anos, cabelos curtos, óculos e largo sorriso. Está na piscina de bolinhas e à sua frente 3 bolas nas cores amarelo, azul e vermelho

Brincadeira de criança, como é bom

Conviver com Lara e outras crianças com deficiência visual fez com que Mara percebesse que elas precisavam muito de brincadeiras e interação com a sociedade. Atuando na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, durante 8 anos, envolveu-se mais na área. Lá, reforçou a ideia de que brinquedos e brincadeiras fazem a diferença na vida dessas crianças. Conheceu de perto a difícil situação enfrentada pelas famílias: inexistência ou precariedade de serviços especializados, ausência de intervenção precoce, falta de apoio e suporte às famílias, às creches e à inclusão dessas crianças no sistema escolar e comunitário.

Victor acompanhava de perto o trabalho voluntário de Mara na Santa Casa e se colocava à disposição para minimizar as limitações deste trabalho. E acabou tornando-se, aos poucos, um administrador das dificuldades e produtor das soluções. Foi assim que a Laramara surgiu, quando Lara já tinha treze anos.

A ideia era criar uma instituição diferente, moderna, aberta, flexível, cujo foco de atenção não fosse apenas o atendimento individual da criança – como usualmente se fazia – mas sua educação e inclusão social, em um trabalho com total participação da família e da comunidade.

As crianças crescem

Laramara começou atendendo a crianças de 0 a 7 anos, mas na medida em que elas cresciam, sentiu a necessidade de continuar este acompanhamento por mais alguns anos, o que demandou a ampliação de suas atividades e programas para outras faixas etárias.

Em 1996 e 1997, para dar uma resposta às novas demandas sociais, ampliou seu projeto educacional desenvolvendo programas e atividades com foco no mundo do trabalho e em arte e cultura para jovens e adultos com deficiência visual. Nasciam os Programas de Preparação para o Trabalho (PPT) e de Expressão Artística (PEA), atualmente reunidos no Programa de Jovens e Adultos.

Laramara trouxe para o Brasil a fabricação da máquina Braille e da bengala, indispensáveis para a educação e a independência da pessoa cega. Em parceria com empresas privadas e públicas distribuiu um grande número desses equipamentos para todo o Brasil. Importa e disponibiliza para as pessoas com deficiência visual mais de duzentos produtos de tecnologia assistiva que melhoram a qualidade de vida dessas pessoas.

Close de uma senhora, cabelos claros e curtos. Usa blusa verde e um colar. Tem no rosto, largo sorriso
Sobre a LARAMARA
Uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, cuja filosofia é sustentada pela crença no potencial humano
Nossa Atuação
Buscamos desenvolver atividades de convivência, estabelecimento e fortalecimento de vínculos e socialização

Garanta a continuidade e a ampliação dos atendimentos das crianças, jovens e adultos com deficiência visual